 ##  [Doenças Negligenciadas](/br-pt/esg/doencas-negligenciadas "Doenças Negligenciadas") 

 ### Combate às doenças negligenciadas

Alinhada ao princípio de promover o acesso à saúde, na Novartis estamos comprometidos com o combate de doenças negligenciadas. Nossa atuação faz parte de nossa estratégia de Responsabilidade Corporativa, na frente de saúde pública, levando acesso a tratamentos à população e, consequentemente, contribuindo com a sociedade ao se estabelecer como um parceiro de confiança em saúde.

Desenvolvemos iniciativas que fortalecem a confiança da sociedade visando eliminar as seguintes doenças negligenciadas: Hanseníase, Doença de Chagas, Malária e Doença Falciforme.



 



 ![Foto de um local externo rural com um grupo de crianças e adultos atentos a um homem no centro. O ambiente possui estruturas de palha e madeira ao fundo, o chão é de terra, em desfoque atrás estão árvores tropicais. O homem ao centro é negro e veste roupa social azul e bege. As pessoas ao redor são diversas e vestem roupas coloridas como regatas, camisas, shorts e saias. ](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/Hanseniase_0.jpg.webp?itok=F-utcBB8 "Contribuindo para eliminar a hanseníase") 

 

##  Contribuindo para eliminar a Hanseníase 

A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma das doenças mais antigas conhecidas pelo homem. Ela provoca, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. Estima-se que 2 a 3 milhões de pessoas no mundo vivam com deficiência física como resultado da doença. Ela geralmente ocorre em comunidades de difícil acesso, com pouco acesso aos cuidados de saúde e onde pacientes não tratados continuam a espalhar a infecção.



 

 [Saiba Mais](https://www.novartisfoundation.org/transforming-population-health "Saiba Mais") 



 

 



 





A doença tem cura e já deveria estar erradicada, mas atinge cerca de 30 mil pessoas no país ao ano. O Brasil está em segundo lugar no ranking de países com novos casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O enfrentamento da hanseníase é prioridade para o [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br), sendo as principais estratégias de ação a detecção precoce de casos e o exame de contatos, com o intuito de prevenir as incapacidades físicas e favorecer a quebra da cadeia de transmissão. Há mais de 30 anos, a Novartis e a Fundação Novartis trabalham com parceiros em todo o mundo para eliminar a hanseníase.



 



 ![Foto detalhe da carreta branca adesivada com as as frases “Ponto Final na Hanseníase. Vamos eliminar essa doença” escrito em laranja e preto. ](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/Carreta%20Novartis%202.jpg.webp?itok=TXrk-1VX "Carreta Novartis da Saúde em combate à hanseníase") 

 

##  Carreta Novartis da Saúde em combate à hanseníase 

Em 2009 a Novartis assumiu o desafio de contribuir de forma mais ativa com a erradicação da hanseníase no Brasil, por meio da Carreta da Saúde – um caminhão itinerante que atua como um centro de saúde móvel, com cinco consultórios e um laboratório. Em 10 anos de atuação a iniciativa já permitiu mais de 70 mil atendimentos gratuitos, percorreu 500 municípios e diagnosticou mais de 2 mil pacientes.



 

 



 





A Carreta viaja para as regiões do país mais afetadas pela doença. Durante as visitas, a população pode fazer exames médicos gratuitos e as comunidades são educadas sobre métodos de prevenção e controle, e sobre a importância da adesão ao tratamento da hanseníase. Os pacientes diagnosticados recebem gratuitamente o tratamento completo disponibilizado pelo Ministério da Saúde, bem como as prescrições médicas para receber os medicamentos durante os meses seguintes.

O projeto foi desenvolvido em um esforço conjunto com o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde, as Secretarias Municipais de Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).



 



 ![Foto de ambiente externo com uma árvore ao centro e chão de terra, uma cabana de palha atrás. Abaixo da árvore pessoas se reúnem, algumas sentadas. Uma pessoa em pé está trajada com jaleco branco.](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/Chagas_0.jpg.webp?itok=ZRQS6vZd "Doença de chagas") 

 

##  Doença de chagas 

Em 1909, o médico brasileiro Carlos Chagas foi o primeiro a descobrir o protozoário *Trypanosoma cruzi no* sangue do ser humano. Após mais de um século, a doença de Chagas ainda continua sendo um grande problema de saúde pública. Também conhecida como tripanossomíase americana, é uma doença tropical negligenciada potencialmente fatal; é uma infecção causada pelo protozoário [*Trypanosoma cruzi*](https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/chagas-disease-%28american-trypanosomiasis%29).



 

 [Saiba Mais](https://www.novartis.com/diseases/chagas-disease "Saiba Mais") 



 

 



 





A doença é endêmica em 21 países do continente americano e estima-se que mais de 90% dos infectados desconhecem esta situação por falta de oportunidade de diagnóstico. No Brasil, a doença de Chagas acomete mais de um milhão de pessoas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Estima-se, aproximadamente, 50 novos casos ao ano. Anualmente, morrem 6 mil pessoas devido às complicações crônicas da doença, de acordo com dados do [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br).

Conforme informações do [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br), a doença de Chagas apresenta-se em uma fase aguda inicial, em que um alto número de parasitas circula no sangue. Na maioria dos casos, os sintomas estão ausentes ou são leves e inespecíficos. Durante a fase crônica, a doença afeta principalmente o coração e os músculos digestivos, levando a distúrbios cardíacos em até 30% dos pacientes e alterações digestivas, neurológicas ou mistas em até 10% dos pacientes. A infecção pode eventualmente levar à morte súbita devido a arritmias cardíacas ou insuficiência cardíaca progressiva.

**Estudo PARACHUTE-HF:** Pela primeira vez, o Brasil e outros países da América Latina são palco de um estudo que avalia um tratamento para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida em pacientes com doença de Chagas, o PARACHUTE-HF (*Prevention And Reduction of Adverse outcomes in Chagasic Heart failUre Trial Evaluation*).

Este será o primeiro estudo de grande porte para avaliar uma potencial terapia para insuficiência cardíaca especificamente nesta população negligenciada, podendo representar um marco importante para o tratamento da doença. A investigação é realizada pela Novartis em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica (BCRI). Estão sendo recrutados cerca de 900 pacientes em vários centros de pesquisa no continente latinoamericano.



 



 ![Foto de um exame de uma criança. O ambiente é campestre. A mulher que segura a criança usa vestido, é negra e está sorrindo. A criança é negra e veste blusa vermelha e laranja. A mulher que faz o exame é negra e veste preto, está sorrindo. Uma outra mulher, negra, de vestido colorido e luvas hospitalares brancas auxlia no exame. ](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/Malaria_0.jpg.webp?itok=OFqEjlMY "Luta contra a Malária") 

 

##  Luta contra a Malária 

A Novartis está comprometida com a luta contra a malária nas últimas duas décadas. Em 1999, lançamos a primeira terapia combinada à base de artemisinina em dose fixa e, em 2009, a primeira terapia pediátrica dispersível desenvolvida em parceria com a *Medicines for Malaria Venture* (MMV). Atualmente, estamos trabalhando no desenvolvimento da próxima geração de antimaláricos.



 

 [Saiba Mais](https://www.novartis.com/diseases/malaria "Saiba Mais") 



 

 



 





A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito *Anopheles*. A principal manifestação clínica da malária em sua fase inicial é a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores intensos, dor de cabeça e dores no corpo.

O diagnóstico seguido de tratamento correto são os meios mais adequados para reduzir a gravidade e a letalidade pela doença. Ela tem cura, mas pode evoluir para suas formas graves em poucos dias se não for diagnosticada e tratada rapidamente, por isso deve ser sempre considerada como uma emergência médica.

Noventa por cento dos casos de malária e mais de 90% mortes pela doença ocorrem na África Subsaariana. As crianças com menos de 5 anos correm um risco particular. No Brasil, em 2019, mais de 160 mil novos casos foram notificados em todo o país - mais de 99% deles ocorreram nos estados que compõem a região amazônica, de acordo com dados do [Ministério da Saúde](https://www.gov.br/saude/pt-br).

**A nossa contribuição:** Para contribuir com o combate à doença no mundo, a Novartis realiza o investimento de USD 100 milhões no desenvolvimento de duas novas moléculas para o tratamento da Malária.

Desde 2001, a Novartis já doou mais de 750 milhões de doses do medicamento antimalária. Buscamos também implementar uma estratégia para maximizar o acesso dos pacientes nos países onde a malária é uma doença endêmica, quando esses novos tratamentos estiverem disponíveis.

A fim de contribuir com a meta da Organização Mundial da Saúde de reduzir a mortalidade infantil relacionada à malária em pelo menos 90% até 2030, a Novartis ajudará a expandir o acesso a antimaláricos pediátricos e a implementar programas de fortalecimento de sistemas de saúde em 4 países subsaarianos.



 



 ![Foto de uma mulher médica, negra, vestindo jaleco branco, examina com toque abaixo da garganta outra mulher que está sentada na maca. A mulher usa turbante vermelho, roupa bege e olha para cima durante o exame. ](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/doenca%20falciforme_0.jpg.webp?itok=KZdQ0Ds0 "Doença falciforme") 

 

##  Doença Falciforme 

Novartis buscamos uma abordagem abrangente para combater a doença falciforme. Estamos desenvolvendo novos medicamentos inovadores para tratá-la e trabalhamos continuamente para expandir o acesso das pessoas ao diagnóstico e tratamento.



 

 [Saiba Mais](https://www.novartis.com/diseases/sickle-cell-disease "Saiba Mais") 



 

 



 





Essa doença ao longo da vida costuma ter um custo emocional, físico e financeiro extremo para os pacientes e suas famílias. Trata-se de uma doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo.

Essa condição é mais comum em indivíduos da etnia negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de etnias branca ou parda. Quanto à anemia falciforme, segundo o Ministério da Saúde, a incidência é de 2% a 6% em todo o país, podendo alcançar de 6% a 10% na população afrodescendente.

**A nossa contribuição:** Há mais de 40 anos a Novartis tem se empenhado em compreender a anemia falciforme e trabalhar para o tratamento. Em 2019, a empresa anunciou que o FDA aceitou o Pedido de Licença Biológica (BLA) e concedeu a *Priority Review* para seu medicamento. Por meio de pesquisa, recursos educacionais e programas de acesso, continuaremos nossos esforços para apoiar pacientes, profissionais de saúde e cuidadores.



 



 ![Foto dentro de um consultório hospitalar com um homem médico, negro, vestido de roupa azul e estetoscópio segura papéis na mão enquanto olha para uma pessoa a sua frente. A pessoa tem cabelo liso curto marrom e veste vermelho. Na mesa estão alguns papéis e na parede uma tela. ](/br-pt/sites/novartis_br/files/styles/cta_image/public/2022-06/parceria%20novartis.jpg.webp?itok=U1VGYh0j "Inciativas em andamento") 

 

##  Iniciativas em andamento 

**Parceria entre Novartis e Fiocruz**

Em 2019, o Grupo Novartis e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinaram um Memorando de Entendimento para formalizar a cooperação das duas instituições em projetos de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico para combater doenças negligenciadas, como Hanseníase, Doença de Chagas, Malária e Anemia Falciforme.



 

 



 





A parceria contempla a elaboração e a execução conjunta de iniciativas em investigação em saúde e o intercâmbio acadêmico de pesquisadores e alunos, além de priorizar o compartilhamento de informação e documentação técnica, organização de conferências e publicação de artigos científicos.

O acordo, que estabelece uma troca de know-how entre a Novartis e a Fiocruz, além de proporcionar progresso nas políticas de saúde pública no Brasil, representa e reafirma o nosso compromisso em erradicar essas doenças e, assim, contribuir para melhorar e estender a vida das pessoas.

A Fiocruz será também um dos quase 100 centros de pesquisa da América Latina que participarão do estudo inédito para avaliar o tratamento de pacientes com cardiomiopatia crônica associada à doença de Chagas (uma forma de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida). Esse estudo ampliará a compreensão sobre essa doença que, embora seja secular, segue atingindo severamente milhares de pessoas.

\*Dados do Ministério da Saúde acessado em Julho de 2020 em <https://www.gov.br/saude/pt-br>